68ª Mostra Macunaíma
O Rei da Vela 
O grande forte dessa peça é o personagem principal e os atores o interpretaram. Cada um seguindo um estilo diferenciado do outro, conseguiram trazer para perto do público um homem sem muito caráter, que flerta com a mãe e a tia da própria esposa, mas com um carisma envolvente e, de certo modo, hipnotizante. Figurinos coloridos no primeiro ato, cores mais harmônicas (e voltadas para as quentes) no segundo, e um tom mais escuro no terceiro, mostram a tragetória. O grupo está de parabéns! Só algumas cenas (que poderiam ser mais curtas) deram um pouco de cansaço no público, mas sem comprometer o espetáculo. Trilha sonora muito engraçada e espirituosa e cenário simples, mas valorizado graças ao jogo de luzes. Muito bom.
Do Outro Lado 
Um cenário tão interessante (e bonito), figurinos maravilhosos e um jogo de luz muito bem elaborado foram derrubados por uma peça muito parada. A sinópse dizia "drama simbolista", mas o que se viu foi uma peça enrolada, cansativa e, o pior, sem simbolismo nenhum! A primeira parte até que prendeu a atenção do público, mais pelo visual, do que propriamente as interpretações (que soaram falsas, mas perdoáveis, já que estamos em uma escola), mas a segunda parte... Essa deu sono... A atenção do público ficou tão dispersa que, em certo momento, algumas pessoas riam de cenas que eram para ser sérias! O que se viu foi um sónífero visual, uma grande falta de preparo do elenco e um grande exercício de ego, ou do diretor, ou do elenco, ou de qualquer um, não sei dizer, foi visto de tudo, menos teatro. Pena, mas foi ruim. Obs: a primeira parte dessa montagem foi feita há muitos anos (e com competência) por Antunes Filho no programa de tele-teatro "Teatro em Preto e Branco" reprisado recentemente pela TV Cultura.
Escrito por fabiorocha89j às 09h05
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